Associação Reflexo - Caldas das Taipas
No dia 28 de Dezembro de 1993 era constituída, por escritura pública, a Associação Reflexo-Caldas das Taipas, por iniciativa de cinco jovens que, para além de amigos, revelaram serem empreendedores, corajosos e, sobretudo, Taipenses.
Foram eles Manuel António Martinho da Silva (Néné), Pedro Filipe de Azevedo Oliveira Marques Vieira, José Miguel Fernandes Peixoto de Oliveira, António Paulo Duarte Marques de Sousa e Jorge Manuel Gomes de Sousa Marques. Com o apoio de mais alguns, “deram à luz” um projecto que teve na sua génese o preenchimento de uma lacuna e a realização de um "velho sonho" de muitos: a publicação de um jornal das Taipas.
Com a Associação (sua proprietária e suporte jurídico-legal) nascia o jornal “REFLEXO – O Espelho das Taipas”, tendo aquela sido constituída com um objectivo bem definido: “a prossecução de fins de interesse local, como sejam o desenvolvimento da cultura, arte e recreio entre os seus associados e a comunidade em que está inserida e nomeadamente a edição, publicação e distribuição do Jornal Reflexo - O Espelho das Taipas".
E se ele foi a sua génese não deixou, pois, de continuar a ser o seu principal campo de acção e objectivo. Por essa razão, uma coisa (o jornal) não poderá ser dissociada da outra (a Associação).
O Jornal “Reflexo” é uma publicação periódica registada no Instituto da Comunicação Social sob o n.º 122112 e é propriedade da Associação Reflexo, com sede na freguesia de Caldelas, vila de Caldas das Taipas, do concelho de Guimarães.
Trata-se de uma publicação classificada pela Alta Autoridade para a Comunicação Social como “publicação periódica de informação geral e expansão regional”. A sua orientação e principais objectivos são a divulgação de notícias ou informações respeitantes à Vila de Caldas das Taipas, freguesia de Caldelas, do concelho de Guimarães e subsidiariamente, às freguesias circunvizinhas.
Começou por ser publicado bimestralmente, passando a ter periodicidade mensal, que ainda hoje se mantém, a partir de Janeiro de 1999 (edição n.º 31), aquando do seu V Aniversário.
A escolha do seu nome está directamente relacionada com o seu objectivo: ser um meio que permita uma reflexão pública sobre o presente e as perspectivas de futuro para a Vila de Caldas das Taipas; e ao mesmo tempo, um instrumento que preserve parte das memórias da nossa terra.
Por ser propriedade de uma associação sem fins lucrativos, o Jornal não é feito com qualquer perspectiva ou expectativa empresarial, razão pela qual vai sobrevivendo graças ao produto das suas vendas e da publicidade, bem como do trabalho voluntário de todos quantos contribuem para a sua publicação.
É orientado por um Corpo Redactorial composto por sete elementos, chefiado pelo Director, o professor Alfredo Oliveira, seu director incansável desde o seu 2º ano de existência. Conta também com alguns colaboradores permanentes, em áreas como a Educação, Desporto, Saúde, Direito, Juventude, Política, Memórias do Passado e outras, e ainda com alguns colaboradores ocasionais e de algumas das freguesias circunvizinhas.
É feito com meios próprios, sendo apenas a sua impressão realizada no exterior, graças a uma Reconversão Tecnológica efectuada em 2000, essencialmente com a preciosa ajuda de um subsídio do Instituto da Comunicação Social.
Tem conseguido manter uma linha editorial independente e imparcial, afastada de qualquer conotação política, institucional ou religiosa, afirmando-se como um Jornal de Informação e ao mesmo tempo, de Formação.
O projecto em que ele se enquadra mantém-se fiel aos princípios e objectivos que nortearam a sua criação. Não cedeu a pressões, influências, acusações ou tentativas de favorecimentos, de contra-poder ou de protagonismo. O jornal foi, é e continuará a ser independente.
Apesar da saída de alguns elementos, pelos mais variados motivos, a manutenção de um núcleo duro tem permitido manter o Reflexo como uma referência de isenção e equidistância entre as diversas forças, grupos e associações do nosso meio.
Só não consegue ser autónomo financeiramente, mas isso por força do seu cariz não empresarial. Ou seja, continua a ser dependente das ajudas de terceiros: da publicidade, dos assinantes, dos patrocinadores e amigos da Associação e do jornal.
A partir do ano 2000 a melhoria dos meios materiais trouxe, contudo, novas exigências, organizacionais, de qualidade e conteúdo, fiscais e outras, as quais reclamavam uma estrutura humana mais alargada e, quiçá, de cariz mais empresarial ou semi-profissional.
Por essa razão a Associação e o jornal têm sentido algumas dificuldades ao nível dos recursos humanos. As tarefas que a sua edição, publicação e distribuição implicam tornaram-se, assim, cada vez mais exigentes para o pequeno núcleo de pessoas que mensalmente garantem a sua continuidade, com elevado sentido de missão e inúmeros sacrifícios, sem nada receberem em troca, a não ser o sentimento de um dever cumprido: o seu inquestionável contributo para o bem e para o progresso das Taipas.
Decorridos dez anos o jornal cumpriu, apesar de tudo, um objectivo muito importante: possibilitou à população desta região exprimir-se; fazer-se ouvir; dizer que existe, que tem anseios; que também sabe gritar bem alto quando é preciso; que tem capacidade de mobilização e que possui uma atitude cívica. Podemos afirmar que o jornal, ao logo desta década, contribuiu para o debate dos assuntos locais, ajudou a abrir algumas mentalidades e veiculou um maior conhecimento dos acontecimentos locais.
Por força da evolução do jornal, nos últimos anos, e do próprio tempo em que vivemos, teremos de iniciar uma nova etapa. Estamos em crer que, tal como aquando da passagem para mensal, o Reflexo necessita de uma reformulação. As intenções governamentais ao nível da intervenção no funcionamento e organização da imprensa regional poderá contribuir significativamente para clarificar o futuro do Reflexo.
O projecto terá de se reconverter e adaptar aos novos desafios: profissionalização, gestão empresarial, aposta nas novas tecnologias, chegar ao máximo dos taipenses e alargar de uma forma consistente o âmbito de actuação para as freguesias vizinhas. Pretendemos encerrar um ciclo e dar início a um Reflexo virado para o Sec. XXI. Nesta evolução, nunca será, contudo, posta em causa a principal razão de ser do jornal: os taipenses. Este novo ciclo iniciou-se com algo que encaramos como um grande desafio: o lançamento do Portal "
www.reflexodigital.com ", ou seja do Jornal Online. Trata-se de um projecto que permite o acesso ao jornal via Internet. Mas não só ao jornal. Pretendemos que o “ReflexoDigital” seja, além de uma certa reprodução da versão em papel do jornal, um veículo que permitirá a todos o acesso a notícias mais actualizadas, o fornecimento e o contacto com uma imensidão de informações e de serviços, assim como uma maior interligação e interactividade com os leitores, as associações, as freguesias circunvizinhas, os anunciantes/ publicitários e os seus públicos, enfim, com os Taipenses em geral, incluindo aqueles que se encontrem a residir fora das Taipas e até no estrangeiro, por esse mundo inteiro.
O futuro reserva-nos, por isso, além de um novo projecto que a todos orgulhará, um grande desafio, maiores responsabilidades, as quais implicarão que o jornal caminhe no sentido, pelo menos, de alguma semi-profissionalização.
Esperamos agora que os potenciais públicos e visitantes do nosso Portal saibam corresponder e aguardaremos, por isso, pela preciosa colaboração de todos. Com este novo veículo todos ficarão necessariamente mais próximos do jornal, com a possibilidade de, com o recurso às novas e mais avançadas tecnologias da informação, terem acesso mais rápido e actualizado às notícias, mas também com a possibilidade de, através de um simples “cliq”, nos fazerem chegar notícias, informações, publicidade, as suas opiniões, etc. Mas para isso nada como “navegar” e testar, em "
www.reflexodigital.com ".
A área de intervenção da Associação Reflexo tem-se alargado, contudo, para além da publicação do jornal, porquanto tem promovido, com o contributo do Corpo Redactorial daquele, algumas iniciativas, sobretudo de índole cultural, recreativo e direccionadas à sociedade civil taipense. São disso exemplo a organização de alguns debates públicos (Debate Autárquico aquando das Eleições Autárquicas de 1997, e um outro intitulado “Taipas- Passado, Presente, que Futuro?”), o Maio Cultural, em organização conjunta com a Associação Humanitária dos Bombeiros das Taipas, Exposições, Concurso Literário “Ferreira de Castro”, Concurso das “Maias”, Rally Paper, e, mais recentemente, a Homenagem Pública às Personalidades do Século XX das Caldas das Taipas.
Em suma, a Associação Reflexo pretende, em grande parte através do seu jornal, desempenhar um papel activo e construtivo na sociedade civil taipense. E continuará empenhada em incentivar e promover a cooperação e o bom relacionamento entre as "forças vivas" das Taipas. Na verdade, a nossa Vila é muito rica em termos associativos, mas continuamos a achar que algumas Associações (ou pelo menos algumas pessoas ou entidades) vivem demasiado viradas de costas umas para as outras. Precisamos, todos, de nos consciencializar de que juntos poderíamos fazer coisas boas e melhores, poderíamos ser muito mais úteis à Vila em que vivemos (ou nascemos), fazendo dela uma Vila grande e melhor. "A união faz a força!"
Lançamos, por isso, um desafio e um apelo aos jovens, e menos jovens, para que se associem a este projecto válido e enriquecedor, tirando alguma sobrecarga aos seus actuais executores, um apelo que não deixa de ser extensivo a alguns daqueles que já prestaram esse contributo mas que, por razões várias, deixaram de o dar – e se não puder ser de uma forma regular que o seja, pelo menos, de uma forma esporádica ou temporária. E um apelo para que cada agregado familiar seja um assinante do jornal da nossa terra.